Na manhã do último domingo (15), um balão que levava 35 pessoas sofreu uma queda em uma área rural de Capela do Alto, município a cerca de 24 km de Boituva, no interior do estado de São Paulo. O acidente resultou na morte de uma mulher grávida e deixou pelo menos 16 pessoas feridas, sendo que seis delas estão em estado grave. As vítimas foram levadas a hospitais da região, incluindo o Centro Hospitalar de Sorocaba.
O balão havia decolado de Boituva, cidade famosa por sediar o Campeonato Brasileiro de Balonismo. De acordo com a Confederação Brasileira de Balonismo (CBB), o voo não fazia parte da competição e era uma atividade turística. Além disso, o equipamento não tinha autorização para voar, e o piloto estava com o Certificado de Aeronavegabilidade vencido. Por precaução, a CBB havia proibido voos de balão na região naquele domingo, devido às condições climáticas desfavoráveis.
Após a queda, o piloto foi detido em flagrante e responderá por homicídio culposo com dolo eventual. A empresa responsável pelo balão já havia sido lacrada anteriormente, mas, conforme informado pela Prefeitura de Boituva, voltou a operar com um novo CNPJ.
As investigações estão sendo conduzidas pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA) e pela Polícia Civil, que buscam esclarecer as causas do acidente. O episódio causou grande comoção na comunidade local e levantou questionamentos sobre a segurança dos voos de balão na região.
Esse trágico acontecimento ressalta a importância de uma fiscalização mais rigorosa e da observância das normas de segurança para as atividades aéreas recreativas, a fim de evitar que acidentes semelhantes voltem a ocorrer.





