Na última sexta-feira (30), um incidente no Museu do Mausoléu do Imperador Qin Shi Huang, em Xi’an, na China, causou perplexidade entre especialistas e visitantes. Um turista de 30 anos, com histórico de transtornos mentais, ultrapassou uma cerca de segurança e acessou uma área restrita da chamada Fossa 3 — uma das seções mais protegidas do sítio arqueológico que abriga os famosos Guerreiros de Terracota.
Durante a invasão, o homem acabou derrubando e danificando duas estátuas com mais de dois mil anos de história. As figuras, parte de um exército de argila criado para guardar o túmulo do primeiro imperador da China unificada, são consideradas Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco desde 1987.
De acordo com as autoridades locais, o invasor foi contido rapidamente por funcionários do museu e está sob investigação. Apesar dos danos, o local permanece aberto à visitação e não teve seu funcionamento interrompido.
Cada estátua dos Guerreiros de Terracota é única, moldada individualmente com características distintas, incluindo expressões faciais, armaduras e posturas. A destruição de qualquer uma delas representa uma perda inestimável para o patrimônio histórico e cultural da humanidade.
Este não é o primeiro episódio envolvendo danos ao acervo. Em 2017, um visitante de uma exposição nos Estados Unidos arrancou e levou o polegar de uma das estátuas, provocando forte reação do governo chinês e um apelo internacional por maior rigor na proteção dessas obras.
O caso reacende o debate sobre a segurança de sítios arqueológicos diante do crescente fluxo de turistas, e reforça a necessidade de reforço nas medidas de proteção ao patrimônio histórico.





