Em uma iniciativa histórica, a União Europeia anunciou, na quarta-feira (9/7), um plano para estocar bens essenciais, incluindo alimentos, água, combustível e medicamentos, visando enfrentar possíveis crises como pandemias, desastres naturais e conflitos. Essa “estratégia de estocagem” surge em resposta ao aumento das tensões geopolíticas, ataques cibernéticos e mudanças climáticas.
A comissária de gerenciamento de crise da UE, Hadja Lahbib, destacou a importância de garantir que os itens fundamentais para a sobrevivência da sociedade estejam sempre disponíveis. “Quanto mais nos prepararmos, menos entraremos em pânico”, afirmou.
O plano inclui a criação de uma rede entre os países membros para coordenar esforços, identificar vulnerabilidades e aumentar os estoques a nível europeu. Além disso, menciona a necessidade de adquirir equipamentos para purificação de água, geradores e drones, além de desenvolver um sistema de monitoramento de esgoto para detectar doenças infecciosas precocemente.
A preparação da população para crises varia entre os países da UE. Na Finlândia e na Estônia, por exemplo, a preocupação com um possível conflito é mais evidente, enquanto na Espanha, o foco está em incêndios florestais. Em março, a UE recomendou que cada residência possuísse um “kit de sobrevivência” com suprimentos básicos para emergências.
Essas medidas também visam melhorar a resposta a situações de emergência de saúde pública, como a pandemia de COVID-19, quando houve escassez de materiais essenciais.





