O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, afirmou ter liberado recursos para financiar um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meio a negociações envolvendo investimentos de fundos de previdência ligados a empresas públicas federais. As informações foram publicadas pela revista Veja nesta sexta-feira (9), com base em áudios, documentos e mensagens atribuídos ao empresário.
Segundo a reportagem, Vorcaro relatou ter destinado R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Instituto Lula, além de mencionar outro valor que teria sido pago diretamente à instituição. Os recursos, de acordo com o relato do banqueiro, estariam relacionados a negociações para ampliar a atuação do Banco Master junto a fundos de pensão de servidores públicos.
O assunto ganhou repercussão porque envolve possíveis pagamentos irregulares, relações entre empresários e integrantes do meio político, além de recursos destinados à produção de uma obra audiovisual sobre o presidente. As informações divulgadas pela revista apontam para a necessidade de esclarecer a natureza dos repasses e a relação deles com as negociações financeiras descritas por Vorcaro.
De acordo com a publicação, o ex-banqueiro mencionou o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Neto, como uma das pessoas envolvidas nas tratativas. Vorcaro afirmou que teria recebido uma proposta que previa o pagamento de uma comissão de 10% sobre os valores que o banco conseguisse captar junto a fundos de previdência de servidores públicos.
Entre os fundos citados na reportagem estão a Previ, ligada ao Banco do Brasil; a Petros, vinculada à Petrobras; e o Postalis, associado aos Correios. A Caixa Econômica Federal também aparece no relato sobre as tentativas de ampliar os negócios da instituição financeira.
Segundo Vorcaro, o esquema teria como objetivo facilitar a entrada do Banco Master nesses fundos e viabilizar investimentos em seus produtos financeiros. A reportagem afirma que, caso a operação tivesse alcançado os valores pretendidos, os pagamentos relacionados às comissões poderiam chegar a cifras bilionárias.





