No último domingo, 25 de maio de 2025, o vulcão Kilauea, situado no Havaí, Estados Unidos, voltou a entrar em erupção, lançando impressionantes jatos de lava que alcançaram mais de 300 metros de altura, segundo informações divulgadas pelo Serviço Geológico dos EUA (USGS). Esse fenômeno foi registrado por câmeras instaladas no local, que captaram o momento em que a lava fervente foi expelida da cratera norte, criando um espetáculo natural visível a quilômetros de distância.
A atividade eruptiva teve início às 4h15, horário local, com os primeiros jatos de lava saindo da cratera norte do vulcão. Cerca de 35 minutos depois, por volta das 4h50, a intensidade aumentou, com as fontes de lava se elevando a alturas significativas. Pouco depois, às 5h15, a cratera sul também apresentou atividade, porém com jatos menores em comparação à cratera norte. Este episódio marcou a 23ª erupção desde que o Kilauea iniciou seu ciclo atual em 23 de dezembro de 2024, reforçando sua fama como um dos vulcões mais ativos do planeta.
O Kilauea está localizado na Ilha Grande do Havaí, cerca de 320 quilômetros a sudeste da capital Honolulu. É o mais jovem e ativo entre os quatro vulcões presentes na ilha — ao lado de Mauna Loa, Mauna Kea e Hualalai — e se destaca por sua erupção constante, que pode durar anos, às vezes décadas. Uma das características que torna o Kilauea diferente de outros vulcões é a fluidez de sua lava. A lava do Kilauea é pouco viscosa, o que permite que ela se espalhe rapidamente pela superfície, formando extensas planícies de lava. Isso reduz a pressão interna e resulta em erupções relativamente calmas, com liberação gradual dos gases acumulados no magma.
Em 1959, o vulcão demonstrou sua força ao expelir uma fonte de lava que atingiu impressionantes 580 metros de altura — um recorde que exemplifica o poder desse gigante natural. A atual erupção, embora intensa, ainda não causou relatos de feridos ou danos materiais severos. Contudo, as autoridades locais e federais mantêm vigilância constante devido à emissão de gases tóxicos, principalmente o dióxido de enxofre, que pode provocar problemas respiratórios, especialmente em pessoas com condições cardíacas ou pulmonares pré-existentes.
Outro fenômeno associado às erupções do Kilauea são os chamados “cabelos de Pele” — finos fios de vidro vulcânico que se formam quando bolhas de gás explodem na superfície da lava. Estes fragmentos podem atingir mais de meio metro de comprimento e são lançados a grandes distâncias, podendo contaminar fontes de água e representar risco à saúde humana. O nome “cabelos de Pele” faz referência à deusa havaiana do fogo e dos vulcões, que, segundo a mitologia local, habita o Kilauea.
Apesar dos riscos naturais, o vulcão Kilauea é um dos destinos turísticos mais visitados do Havaí. Anualmente, milhares de turistas visitam a região para observar a impressionante atividade vulcânica. Para atender essa demanda, até um hotel foi construído na borda da caldeira do vulcão, proporcionando uma experiência única e próxima da natureza selvagem e fascinante do Kilauea.
As autoridades continuam monitorando o vulcão de perto para garantir que eventuais mudanças na atividade sejam detectadas rapidamente, possibilitando medidas de proteção para moradores e visitantes. O Serviço Geológico dos EUA e o Observatório de Vulcões Havaianos trabalham em conjunto para acompanhar a evolução da erupção e emitir alertas quando necessário.
Assim, o Kilauea segue como uma das maravilhas naturais mais impressionantes do planeta, um lembrete constante da força da natureza e da dinâmica geológica que molda nosso planeta.






