O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) apresentou suas principais propostas para o país e comentou temas que vêm ganhando destaque no cenário político e eleitoral. Durante a entrevista, o ex-governador de Minas Gerais falou sobre economia, privatizações, segurança pública, educação, Previdência, salário mínimo, vacinação e os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023.
Com um discurso voltado à redução do tamanho do Estado e à busca por maior equilíbrio das contas públicas, Zema defendeu a adoção, em âmbito federal, de medidas que, segundo ele, foram utilizadas durante sua administração em Minas Gerais. Entre suas principais propostas estão a privatização de empresas estatais, mudanças nas relações de trabalho e a redução dos gastos públicos.
Um dos assuntos abordados foi a situação financeira de Minas Gerais. Zema afirmou que recebeu o estado com uma dívida elevada e atribuiu boa parte do crescimento do débito aos juros cobrados pela União. Segundo os números apresentados, a dívida estadual passou de aproximadamente R$ 88 bilhões em 2019 para quase R$ 180 bilhões em 2025.
O candidato, porém, argumentou que a análise da situação financeira não deve considerar apenas o valor nominal da dívida. Na avaliação dele, a relação entre o endividamento e a receita do estado apresentou melhora durante sua gestão.
Na área econômica, Zema voltou a defender a privatização de empresas controladas pelo governo federal. Entre as estatais citadas estão Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Para o candidato, a iniciativa poderia diminuir a participação direta do Estado na economia e melhorar a eficiência da administração dessas empresas. Zema também defendeu medidas para reduzir os juros e diminuir o peso do serviço da dívida sobre as contas públicas.
O candidato afirmou que pretende levar ao governo federal uma política econômica baseada em maior controle dos gastos, responsabilidade fiscal e redução da estrutura estatal.





