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EUA colocam Brasil na lista internacional de observação sobre tráfico de pessoas

EUA colocam Brasil sob observação na lista internacional de observação sobre tráfico de pessoas
Imagem redes sociais

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, nesta segunda-feira (29), a inclusão do Brasil e da África do Sul na lista internacional de observação sobre tráfico de pessoas. O relatório anual Trafficking in Persons (TIP) aponta que os dois países não demonstraram avanços consistentes no enfrentamento ao problema.

O documento, que avalia os esforços globais contra trabalho forçado, exploração sexual e outras formas de escravidão moderna, transferiu Brasil e África do Sul para a chamada “Lista de Vigilância Nível 2”. A classificação significa que, caso não apresentem melhorias, poderão sofrer sanções por parte do governo norte-americano.

Situação do Brasil

No caso brasileiro, o relatório indica que houve redução no número de investigações, processos judiciais e condenações relacionadas ao tráfico humano em comparação a anos anteriores. Apesar de reconhecer algumas iniciativas, o Departamento de Estado considera os resultados insuficientes para garantir avanços reais no combate ao crime.

Situação da África do Sul

Em relação à África do Sul, o documento cita a criação da primeira força-tarefa subprovincial e o aumento no número de condenações. No entanto, também aponta queda na identificação de vítimas e na quantidade de processos iniciados.

Impactos diplomáticos

A publicação ocorre em um momento de tensão entre Washington, Brasília e Pretória. O presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a acusar a África do Sul de perseguir a minoria branca do país, além de impor tarifas adicionais e anunciar um programa de refúgio para sul-africanos.

O secretário de Estado, Marco Rubio, destacou que o tráfico humano “é um crime devastador que alimenta organizações criminosas e regimes contrários aos interesses americanos”, mas não detalhou a situação específica de cada nação.

Redução de pessoal nos EUA

A elaboração do relatório também foi impactada por cortes internos. Em julho, o vice-secretário de Estado para Gestão e Recursos, Michael Rigas, informou ao Congresso que houve uma redução de 71% no quadro de funcionários do Escritório de Monitoramento e Combate ao Tráfico de Pessoas, após mais de 1,3 mil demissões.

Apesar das críticas de parlamentares democratas sobre a queda na estrutura, Rigas defendeu a medida, afirmando que os desligamentos atingiram principalmente equipes responsáveis pela produção de relatórios.

Editor Sucesso