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Pedágios ficam mais caros em Goiás e novos valores já estão em vigor

Pedágios ficam mais caros em Goiás e novos valores já estão em vigor

Motoristas que trafegam pelas rodovias BR-060 e BR-452, em Goiás, precisam ficar atentos aos novos valores das tarifas de pedágio. O reajuste começou a valer à meia-noite desta quinta-feira (29) e atingiu as sete praças de cobrança administradas pela concessionária Rota Verde Goiás. Para automóveis, caminhonetes e furgões de dois eixos, o aumento foi de R$ 0,10 em cada ponto de cobrança.

Com a atualização, os valores passaram a variar entre R$ 4,00 e R$ 12,10, dependendo do trecho percorrido. A mudança foi autorizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), durante a primeira revisão ordinária do contrato de concessão das rodovias.

O reajuste considera a variação de 1,16% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país, entre o início da cobrança de pedágio e outubro de 2026. Além da correção inflacionária, os valores passaram por arredondamento para múltiplos de R$ 0,10, conforme as regras aplicáveis às tarifas.

A alteração afeta diretamente os motoristas que utilizam os corredores rodoviários que ligam Goiânia, Rio Verde e Itumbiara, importantes ligações para o deslocamento de passageiros e o transporte de mercadorias em Goiás.

Na BR-060, o pedágio no trecho entre Abadia de Goiás e Goiânia passou de R$ 3,90 para R$ 4,00. Já na praça localizada entre Indiara e Cezarina, a tarifa subiu de R$ 9,90 para R$ 10,00.

No trecho entre Acreúna e Jandaia, o valor passou de R$ 8,10 para R$ 8,20. Já entre Acreúna e Santo Antônio da Barra, onde está a tarifa mais alta para veículos de passeio, o preço foi atualizado de R$ 12,00 para R$ 12,10.

Ainda na BR-060, os motoristas que passam pelo trecho entre Rio Verde e Santa Helena de Goiás agora pagam R$ 8,00, diante dos R$ 7,90 cobrados anteriormente.

Na BR-452, o pedágio entre Goiatuba e Bom Jesus de Goiás passou de R$ 8,30 para R$ 8,40. Já no trecho entre Bom Jesus de Goiás e Itumbiara, a tarifa foi reajustada de R$ 9,40 para R$ 9,50.

Os valores apresentados correspondem aos veículos da categoria 1, que inclui automóveis, caminhonetes e furgões de dois eixos com rodagem simples. Para caminhões, ônibus e veículos com reboque, as tarifas são calculadas de acordo com a categoria e a quantidade de eixos.

O reajuste também atinge os veículos de transporte de cargas e passageiros. Nesses casos, o valor cobrado varia conforme as características do veículo e o número de eixos, seguindo os multiplicadores estabelecidos no contrato de concessão.

Um caminhão de seis eixos, por exemplo, paga R$ 24,00 no primeiro ponto de cobrança e pode chegar a R$ 72,60 no quarto ponto, localizado no corredor da BR-060. Para veículos com nove eixos, a tarifa nesse mesmo trecho pode alcançar R$ 96,80.

A atualização merece atenção especial de caminhoneiros, transportadoras e empresas que dependem das rodovias para transportar produtos e mercadorias. Embora o aumento individual seja de pequena proporção, os custos acumulados ao longo de várias viagens podem representar uma despesa adicional para quem utiliza frequentemente esses corredores.

O custo dos pedágios também pode fazer parte da composição das despesas logísticas, influenciando o planejamento das operações de transporte e, indiretamente, os custos de distribuição de produtos.

Outro detalhe importante é que a cobrança nas rodovias administradas pela Rota Verde Goiás é realizada por meio do sistema eletrônico conhecido como free flow. Nesse modelo, os veículos passam por pórticos instalados ao longo da estrada, sem a necessidade de parar em cabines tradicionais.

Os equipamentos possuem câmeras e sensores capazes de identificar os veículos por meio de dispositivos de pagamento automático, conhecidos como tags, ou pela leitura das placas.

Os motoristas que possuem tag podem ter o valor descontado automaticamente, conforme as condições oferecidas pela operadora do dispositivo. Já quem não utiliza esse equipamento precisa consultar e realizar o pagamento pelos canais oficiais da concessionária.

O prazo para quitar a tarifa é de até 30 dias após a passagem pelo ponto de cobrança. O motorista que deixa de pagar dentro do período estabelecido pode ser autuado por evasão de pedágio, considerada infração grave pelo Código de Trânsito Brasileiro, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

Por isso, é importante que os condutores acompanhem as passagens registradas e verifiquem se existem valores pendentes. Também é recomendável utilizar somente os canais oficiais da concessionária para consultar e efetuar pagamentos.

Apesar da cobrança atingir diferentes categorias de veículos, algumas modalidades possuem isenção. Entre elas estão motocicletas, ambulâncias, veículos oficiais e veículos do Corpo Diplomático, conforme as regras aplicáveis à concessão.

Os demais veículos estão sujeitos às tarifas correspondentes à sua classificação, considerando características como quantidade de eixos e tipo de rodagem.

A Rota Verde Goiás administra aproximadamente 426,2 quilômetros das rodovias federais BR-060 e BR-452, formando um importante corredor de ligação entre Goiânia, Rio Verde e Itumbiara.

O trecho é utilizado diariamente por motoristas que circulam entre diferentes municípios e também por veículos responsáveis pelo transporte de produtos agrícolas, insumos e mercadorias.

A concessão foi vencida em dezembro de 2024 pelo Consórcio Rota Verde, formado pelas empresas Aviva e Tecpav. O contrato possui duração de 30 anos e prevê R$ 6,8 bilhões em investimentos e custos operacionais, sendo aproximadamente R$ 4 bilhões destinados a obras.

Entre as melhorias previstas estão a duplicação de trechos rodoviários, implantação de faixas adicionais, construção de vias marginais, passarelas, passagens de fauna e um ponto de parada e descanso destinado aos caminhoneiros.

A expectativa é que os investimentos contribuam para melhorar as condições de circulação, ampliar a segurança dos usuários e oferecer mais estrutura para o transporte de cargas e passageiros.

Com o novo reajuste já em vigor, a orientação é que os motoristas se programem antes de viajar, consultem os valores correspondentes aos trechos que pretendem percorrer e mantenham atenção aos pagamentos realizados pelo sistema eletrônico.

Mesmo com o acréscimo de apenas R$ 0,10 por ponto para veículos de passeio, quem utiliza as rodovias com frequência precisa considerar os novos valores no planejamento das despesas. Para caminhoneiros e empresas de transporte, acompanhar as mudanças também é fundamental para organizar os custos das viagens.

Ana Carolina