A corrida pela Presidência da República ganhou novos contornos após a divulgação de uma pesquisa do instituto Genial/Quaest que mostra uma disputa praticamente equilibrada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento, divulgado em 21 de outubro, indica que os dois candidatos chegam à reta final da campanha com intenções de voto muito próximas, aumentando a expectativa em torno do resultado da eleição.
De acordo com os números, Flávio Bolsonaro aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Lula registra 44%. Outros 9% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo, ou que não pretendem votar em nenhum dos candidatos. Já 2% disseram estar indecisos.
Apesar da vantagem numérica de um ponto percentual para Flávio, os resultados não permitem afirmar que o senador esteja efetivamente à frente do presidente. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois candidatos permanecem tecnicamente empatados.
O cenário demonstra o grau de competitividade da disputa e reforça a importância das estratégias adotadas pelas campanhas nos últimos dias antes da votação, marcada para 25 de outubro.
O levantamento da Quaest foi o primeiro realizado pelo instituto após o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro transmitido pela TV Band no domingo, 18 de outubro.
O encontro colocou os dois candidatos frente a frente em um momento decisivo da campanha, quando os eleitores avaliam as propostas, o desempenho dos concorrentes e os argumentos apresentados durante a disputa.
Os debates televisivos costumam receber atenção especial porque oferecem aos candidatos a oportunidade de defender suas propostas, responder a críticas e apresentar suas posições sobre temas de interesse nacional.
Entretanto, não é possível atribuir diretamente a diferença registrada na pesquisa ao debate. Para determinar se o encontro provocou alguma mudança no comportamento do eleitorado, seria necessário analisar outros levantamentos e informações que permitissem identificar os fatores responsáveis pelas oscilações.
A pesquisa mostra que Flávio mantém uma pequena vantagem numérica, mas a proximidade entre os percentuais indica que a disputa continua aberta do ponto de vista estatístico.
Na pesquisa anterior da Quaest, divulgada em 14 de outubro, Flávio Bolsonaro tinha 46% das intenções de voto, enquanto Lula aparecia com 44%.
Na nova rodada, o senador oscilou de 46% para 45%, enquanto o presidente permaneceu com os mesmos 44%.
A mudança foi pequena, mas merece atenção porque ocorreu em uma fase da campanha na qual os candidatos intensificam a mobilização de apoiadores e buscam conquistar os eleitores que ainda não definiram completamente sua escolha.
Os números também mostram que não houve uma alteração expressiva no percentual de entrevistados que pretendem votar em branco ou nulo, ou que não pretendem escolher nenhum dos candidatos. Esse grupo permaneceu em 9%.
Já o contingente de indecisos passou de 1% para 2%.
Embora essas oscilações sejam relevantes para acompanhar a evolução da disputa, elas precisam ser interpretadas levando em consideração a margem de erro e as características da pesquisa.
Em um cenário tão equilibrado, pequenas diferenças entre levantamentos sucessivos não significam necessariamente uma mudança consolidada na preferência dos eleitores.
O conceito de empate técnico é utilizado quando a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro de uma pesquisa eleitoral.
No levantamento da Quaest, a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso significa que os resultados apresentam uma faixa de incerteza estatística que impede concluir, com base apenas nesses números, que um dos candidatos tenha uma vantagem comprovada sobre o outro.
Mesmo que Flávio apareça numericamente com 45% e Lula com 44%, a diferença de um ponto percentual é menor do que a margem de erro informada pelo instituto.
Por esse motivo, o resultado deve ser interpretado como uma disputa equilibrada, e não como uma liderança consolidada de Flávio Bolsonaro.
A margem de erro também não representa uma garantia de que os percentuais reais estejam necessariamente dentro de determinado intervalo. Trata-se de uma medida estatística associada ao desenho da pesquisa, que deve ser considerada juntamente com outros fatores metodológicos.
Além disso, pesquisas eleitorais retratam as intenções de voto no momento em que as entrevistas são realizadas. Elas não substituem a apuração oficial e não determinam antecipadamente o resultado das urnas.
A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de outubro de 2026, em diferentes regiões do Brasil.
O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
O estudo foi contratado pela TV Globo e pelo jornal O Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08535/2026.
Essas informações são importantes para que o eleitor compreenda como os resultados foram produzidos e quais são os limites de sua interpretação.
As entrevistas foram realizadas antes da divulgação dos números, e as respostas representam a preferência declarada pelos participantes no período da coleta.
Entre a realização das entrevistas e o dia da votação, os eleitores ainda podem rever suas escolhas, participar de debates públicos e ser influenciados por acontecimentos políticos e econômicos.
Por isso, o acompanhamento de novas pesquisas e a análise dos resultados oficiais serão fundamentais para compreender o desfecho da disputa.
Com a eleição se aproximando, os resultados da Quaest aumentam a atenção sobre as estratégias que serão adotadas por Lula e Flávio Bolsonaro nos últimos dias de campanha.
Para o senador, a pesquisa representa um cenário de competitividade, com uma pequena vantagem numérica que, entretanto, não ultrapassa a margem de erro. A campanha deverá buscar consolidar seus apoiadores e conquistar eleitores que ainda estejam indecisos.
Para Lula, os números indicam a necessidade de preservar sua base eleitoral e tentar ampliar a preferência entre os eleitores que ainda não definiram seu voto.
Nesse contexto, os candidatos tendem a concentrar esforços em temas como economia, emprego, segurança pública, programas sociais, impostos e custo de vida, assuntos que afetam diretamente o cotidiano da população.
A capacidade de apresentar propostas consideradas convincentes e de mobilizar eleitores poderá ter importância nos últimos dias da disputa. Ainda assim, não é possível determinar antecipadamente quais estratégias produzirão maior efeito.
O comportamento dos eleitores que ainda não definiram completamente sua escolha também será observado pelas campanhas, embora a pesquisa indique que apenas 2% dos entrevistados se declararam indecisos no cenário estimulado.
Além das intenções de voto, a pesquisa investigou a rejeição dos candidatos, perguntando aos entrevistados em quem não votariam de jeito nenhum.
Nesse indicador, Flávio Bolsonaro registrou 52%, enquanto Lula apareceu com 47%.
Os números mostram que ambos enfrentam resistência de parcelas significativas do eleitorado, mas o percentual de rejeição é maior para o senador neste levantamento.
A rejeição é um indicador diferente da intenção de voto. Um eleitor pode declarar que não votaria em determinado candidato e, ainda assim, não ter definido sua escolha entre os demais nomes ou a possibilidade de votar em branco ou nulo.
Por isso, o indicador ajuda a compreender os obstáculos enfrentados pelas campanhas, mas não deve ser interpretado isoladamente como uma previsão do resultado final.
A redução da rejeição, a conquista de novos apoiadores e a manutenção dos votos já declarados são aspectos que podem influenciar as estratégias eleitorais até o encerramento da campanha.
A pesquisa divulgada pela Quaest mostra que a disputa presidencial permanece acirrada e que a diferença numérica entre os candidatos é pequena.
Flávio Bolsonaro aparece com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula, mas a margem de erro impede estabelecer uma liderança estatisticamente conclusiva.
Os próximos dias serão importantes para acompanhar a movimentação das campanhas, eventuais mudanças nas intenções de voto e a participação dos eleitores no segundo turno.
Ainda assim, é fundamental lembrar que pesquisas são retratos de um determinado período e não garantem que os resultados se repetirão nas urnas.
A definição do próximo presidente dependerá dos votos efetivamente registrados e contabilizados pela Justiça Eleitoral no dia 25 de outubro.
Até lá, o cenário permanece aberto, com os dois candidatos disputando a preferência do eleitorado em uma das fases mais importantes da eleição de 2026.





